O
Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul –
Sindicato dos Trabalhadores em Educação - CPERS/Sindicato,
foi fundado em 21 de abril de 1945. Tem 62 anos
de lutas e conquistas. A sede é em Porto Alegre, tendo
42 Núcleos distribuídos em todo o Estado do RS.
O CPERS/Sindicato é o segundo maior sindicato da América
latina e um das mais importantes entidades sindicais do País.
O quadro social é formado por professores e funcionários
das escolas públicas estaduais do Estado do Rio Grande
do Sul. Atualmente a entidade conta com 87.602 associados.
Em Três de Maio, está situado o 35º Núcleo
do CPERS/Sindicato, que foi fundado no dia 03 de maio de 1982.
O CPERS/Sindicato foi fundado, para representar os trabalhadores
em Educação nas suas lutas, por acreditar que a
união é fundamental para conquistar os direitos
e garantir uma educação pública de qualidade.
A luta inclui merenda de qualidade, repasse de verbas para as
escola, e qualidade de vida e dignidade da categoria e do ensino
público.
O sindicato sempre tomou a frente das lutas sociais. Durante estes
62 anos de história, muitas foram as conquistas dos professores
e do CPERS/Sindicato.
Abaixo estão relacionadas algumas conquistas dos Trabalhadores
em Educação.
1979
-
Não suportando mais as injustiças, os educadores
fazem a primeira greve de sua história.
Foram 13 dias de greve, estava em jogo mais do que um aumento:
estava em jogo a dignidade, a luta pela democracia, era momento
de elucidar a crise social gerada pelas distorções
de uma política econômica concentradora da renda
nacional.
1980 – A categoria
realizou 21 dias de greve. As principais conquistas foram percentuais
de reajuste, 2,5 salários mínimos de base, 25% do
orçamento para a Educação, o que é
muito importante para investimento em melhorias nas escolas, instalações,
laboratórios, etc e participação no Conselho
Estadual de Educação.
1981
– 1984 – Mobilizações
pela conquista da aposentadoria aos 25 anos de serviço
para mulheres e 30 anos para homens, assegurada na Constituição
de 1988. Nesse período o CPERS também participou
dos fóruns nacionais de trabalhadores e da luta pelas “Diretas
Já”. Foram manifestações pela volta
da democracia ao Brasil.
1985
– Foram 60 dias em greve que asseguraram
pagamento do 13º salário, eleições para
diretores de escola, 35% da receita dos impostos para a Educação.
1987
– Maior paralisação dos educadores
gaúchos: 96 dias. Conquistas: garantia do Plano de Carreira
e garantia de emprego aos contratados.
1988
– Em 1988 lançou a campanha “de
olho na Constituinte”, quando era escrito o conjunto de
leis máximas da nação depois de duas décadas
de ditadura militar, cuja repressão também foi sentida
pela entidade representativa da categoria, Esta campanha foi para
garantir o direito de todos os trabalhadores. Agora estão
tirando férias, 13º, FGTS, Licença Gestante,
etc.
1989
– 42 dias de greve para conquistar reajuste,
publicação e pagamento das alterações
de níveis, nomeação de três mil professores
e agilização do pagamento do difícil acesso,
cronograma para regularizar promoções.
1990
– Outra greve para exigir compromissos que
não foram cumpridos. Dessa vez foram 58 dias.
1991
–
A segunda maior greve da categoria durou 74 dias. A proposta do
governo de abono foi derrotada e surgiu a mobilização
da comunidade em defesa do ensino.
1992
–
Luta da comunidade escolar contra o calendário rotativo.
Nesse mesmo ano houve as grandes mobilizações “Fora
Collor”.
1993-1995
– O CPERS integra o “Movimento Resgate
da Qualidade de Ensino”, em aliança com os demais
setores da comunidade escolar e da sociedade civil.
1996
– I Congresso do CPERS. A entidade filia-se
à CUT.
1997
– São realizadas várias greves,
paralisações e reduções de períodos.
São lutas contra a municipalização do ensino,
em defesa do Plano de Carreira e pelo cumprimento da lei salarial.
CPERS/Sindicato participa da ocupação na Assembléia
Legislativa contra a privatização da CRT. Também
ocorrem protestos da Brigada Militar e contra a doação
de verbas públicas para montadoras. O dinheiro dado para
grandes empresas falta para saúde, segurança, educação
e investimentos para gerar emprego
1998
–
II Congresso do CPERS. Caravanas por todo o Estado com o tema
“Lutar para Mudar”, denunciando a ataques à
educação e a política de privatizações.
O Sindicato também participou do movimento de denúncia
da Reforma da Previdência, que retirava direitos dos trabalhadores.
No RS, fez várias atividades em defesa do IPE.
1999
– Participação
da Greve Geral de 10 de novembro. Em todo país, os trabalhadores
realizaram protestos contra a política do governo FHC.
Marcha Nacional em Defesa e Promoção da Escola Pública
promovida pelo CNTE.
2000
– III Congresso do CPERS. Greve de 32 dias
que conquistou o retorno do Plano de Carreira, reajuste salarial
e do vale refeição, pagamento de promoções
e elaboração do Plano de Carreira dos Funcionários
de Escola. Participação no Plebiscito Nacional da
Dívida Externa.
2001
– Marcha
sobre o Rio Grande com atividades em 18 regiões. Essa mobilização
garantiu reajuste salarial, fim da sobreposição
de níveis, incorporação do abono e criação
de um seguro contra a inflação (gatilho) e Plano
de Carreira dos Funcionários de Escola. Marcha Nacional
em Defesa da Educação promovida pela CNTE, Campanha
contra a greve no Afeganistão, Solidariedade à greve
dos servidores federais, I Fórum Social Mundial da Educação.
IV Congresso do CPERS.
2002
– II Fórum Social Mundial. Participação
na Marcha dos Sem com eixo de luta contra a ALCA. Paralisação
Nacional contra as mudanças na CLT. Realização
de campanhas de esclarecimento e debates nas eleições
para presidente e governador, contrapondo-se aos projetos de orientação
neoliberal.
2003
– II
Fórum Mundial da Educação e III Fórum
Mundial Social. Mobilização contra a retirada dos
direitos dos trabalhadores na Previdência e Plenária
Estadual com demais servidores para debater a Reforma. Participação
nas mobilizações contra a guerra no Iraque.
2004 - O resgate da qualidade de ensino aparece
como um dos pilares das reivindicações do CPERS
desde sua fundação. São 59 anos de conscientização
não apenas da categoria, mas da sociedade gaúcha
da necessidade de valorizar o trabalhador em educação,
já que dele depende o futuro dos que estão nos bancos
escolares.
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É justamente este espírito de luta que conseguiu
mobilizar professores e funcionários de escola a paralisarem
suas atividades por um mês nesse início de ano letivo.
Principalmente para garantir IPE, Plano de Saúde e Previdência
de qualidade e pública. Se o IPE quebrar, funcionários
públicos irão para o SUS e este já não
consegue atender a procura por serviços médicos
e hospitalares, ficando pior para todo o povo gaúcho.
2006
- 37 dias de greve, a categoria conquista reajuste
de 8,57%, parcelado em 5 vezes, publicação das promoções
do professores referente a 2001 e compromisso de garantir a promoção
dos funcionários de escola de 1999, atualização
dos repasses para as escolas, suspensão dos contratos de
gestão e do processo de municipalização.
2008 - Greve no final do ano, obrigando a retirada do projeto que criava o piso salarial estadual e alterava o Plano de Carreira do Magistério.
2009 - Lançamento da campanha "Fora Yeda - Ela não pode continuar", com outras entidades de servidores públicos, denunciando as mazelas do governo estadual, envolvido em denúncias de corrupção e outras irregularidades. Luta pela manutenção do Plano de Carreira, ameaçado de alterações pelo governo Yeda.